O CONTINENTE TRAÍDO
O continente não foi sequestrado....foi traído pela Esquerda Latinoamericana. Uma resposta ao panfleto publicado pelo MST e uma visão conservadora para o futuro da América Latina
“A liberdade nunca vem de graça. Ela é conquistada ou perdida. Nunca administrada.” — Edmund Burke
I. O SEQUESTRADOR TEM NOME — E NÃO SE CHAMA NEOLIBERALISMO
Há uma técnica antiga nas narrativas de poder: dar ao inimigo um nome vago o suficiente para nunca ser derrotado. “Neoliberalismo” é esse nome. Aparece em todo fracasso, em toda miséria, em todo retrocesso — nunca com rosto, nunca com endereço, nunca com uma conta a pagar. O economista Marcio Pochmann, publicando no site do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), recorreu a esse artifício no artigo “Um continente sequestrado do futuro: a América Latina entre o caos neoliberal e o declínio dos Estados Unidos”, de 13 de junho de 2026. O texto é tecnicamente elaborado, retoricamente sofisticado e politicamente desonesto. Merece, portanto, uma resposta à altura.
Pochmann afirma que a América Latina vive “o momento em que o futuro lhes foi roubado”. Diagnóstico dramático. Mas quem roubou? Segundo o autor, foram décadas de neoliberalismo, privatizações, mercado financeiro internacional e, claro, o inevitável declínio dos Estados Unidos. O que o texto omite é tão revelador quanto o que diz: em nenhum momento Pochmann menciona que os países que mais sofreram nas últimas décadas na América Latina foram precisamente os que aplicaram a receita oposta à que ele critica. Venezuela, Nicarágua, Cuba — laboratórios do socialismo bolivariano e suas variantes — são hoje tragédias humanitárias documentadas. Argentina peronista, Brasil do Partido dos Trabalhadores, Bolívia do Movimento ao Socialismo: onde o Estado expandiu sem limite, o que cresceu foi a dívida, a inflação e a miséria. O silêncio de Pochmann sobre esses casos não é acidental. É estrutural. A narrativa não sobrevive aos fatos.
O artigo abre com a imagem de uma região acumulando “governos mais frágeis, sociedades mais divididas e economias mais dependentes”. Curioso. Porque o observador honesto vê exatamente o contrário acontecendo onde a direita governa. Milei na Argentina implementou o ajuste mais ousado da história recente da América do Sul e começa a colher os primeiros frutos: inflação em queda vertiginosa, déficit fiscal zerado pela primeira vez em mais de um século, reservas internacionais se reconstituindo. Bukele em El Salvador erradicou o domínio das maras com uma política de segurança que chocou as organizações de direitos humanos e restaurou algo que parecia perdido naquele país: a possibilidade de andar nas ruas. No Equador, Daniel Noboa enfrenta o narcoterrorismo com firmeza inédita. No Paraguai, o Partido Colorado governa com estabilidade e crescimento consistente há décadas. No Peru e na Colômbia, as esquerdas no poder acumulam escândalos, crises institucionais e aprovação em colapso. A onda conservadora que Pochmann ignora não é um acidente. É uma resposta popular ao esgotamento de décadas de promessas progressistas não cumpridas.
II. ESTADOS ENFRAQUECIDOS — MAS POR QUEM?
Pochmann lamenta Estados enfraquecidos. Ele tem razão no diagnóstico, mas erra completamente na etiologia. Os Estados latino-americanos não foram enfraquecidos pelo mercado. Foram devorados por dentro pela corrupção sistemática dos projetos de poder que o próprio MST apoia. No Brasil, o Partido dos Trabalhadores esteve no poder por mais de quinze dos últimos vinte e dois anos. Em que condições deixou o Estado? Com a Petrobras saqueada em escala industrial pelo esquema que culminou na Operação Lava Jato — o maior esquema de corrupção da história do País, conforme reconhecido por organismos internacionais. Com agências reguladoras aparelhadas. Com o sistema previdenciário em colapso atuarial. Com uma carga tributária entre as mais pesadas do mundo, sem que isso se traduzisse em serviços públicos de qualidade. O Estado que o PT entregou ao povo brasileiro não era um Estado forte. Era um Estado gordo, ineficiente, capturado por interesses de partido e blindado por uma narrativa que criminalizava qualquer crítica como “golpismo” ou “fascismo”.
Há um dado que os defensores do estatismo jamais colocam em seus textos: o Brasil tem uma das maiores cargas tributárias do mundo em desenvolvimento — entre 33% e 36% do PIB, conforme o ano — e ainda assim convive com infraestrutura de país pobre, saúde pública sucateada, segurança pública em colapso e educação básica com desempenho medíocre nas avaliações internacionais. O problema não é que o Estado arrecada pouco. O problema é que o Estado gasta mal, gasta com aparelhamento político, gasta para sustentar uma máquina burocrática que reproduz a si mesma. Reduzir impostos, desburocratizar, criar um ambiente favorável ao empreendedorismo e à reindustrialização não é “enfraquecer o Estado” — é racionalizar o Estado para que ele cumpra sua função essencial sem destruir a energia criativa da sociedade.
A reindustrialização que o Brasil precisa não virá de subsídios estatais direcionados por critérios políticos — modelo que produziu a tragédia da política de “campeões nacionais” do PT, que desviou bilhões do BNDES para empresas privadas favoritas e deixou ao povo brasileiro apenas o rombo e a vergonha. Virá de juros civilizados, de carga tributária suportável, de infraestrutura logística que reduza o chamado “Custo Brasil” — os gargalos de porto, estrada, energia e burocracia que fazem produtos brasileiros custarem 30% a mais antes mesmo de chegar ao mercado externo. Virá da segurança jurídica que faz o investidor nacional e estrangeiro confiar no País. Virá, enfim, da previsibilidade que só um Estado de Direito genuíno pode oferecer — não o Estado de Direito seletivo onde o judiciário protege aliados e persegue adversários.
III. A CHINA NÃO É SALVADORA — É O NOVO COLONIZADOR
O texto de Pochmann menciona “a presença chinesa na região” como algo que as grandes potências disputam geopoliticamente, numa narrativa que sugere, sem dizer explicitamente, que tal presença seria benéfica ou ao menos neutra. É preciso dizer com clareza o que essa presença significa na prática. A China não veio para desenvolver a América Latina. Veio para extrair. O modelo chinês de penetração econômica na região segue um padrão documentado pelos próprios analistas do Banco Mundial e da CEPAL: empréstimos a taxas aparentemente favoráveis, vinculados à contratação de empresas e mão de obra chinesas, com ativos estratégicos do país receptor como garantia. Portos, minerais, terras agrícolas, infraestrutura de telecomunicações. Quando o devedor não paga — e frequentemente não paga, porque as condições foram desenhadas para isso — a garantia é executada.
Equador, Venezuela, Angola: o roteiro se repete. A presença de Huawei nas redes de telecomunicações de países latino-americanos levanta questões de soberania que qualquer analista de inteligência trata com extrema seriedade — e que o texto do MST ignora olimpicamente. A construção de portos de águas profundas em pontos estratégicos do litoral do continente, financiados por Pequim, não é obra de generosidade internacional. É projeção de poder naval em embrião. Se a América Latina corre o risco de tornar-se “periferia conflagrada de um mundo em disputa” — para usar a expressão de Pochmann — o maior vetor desse risco não são os Estados Unidos em relativo declínio. É a China em expansão metódica e paciente, que não respeita democracias, não tolera sindicatos, não reconhece direitos humanos e não assina tratados que vinculem seu comportamento. O futuro que o MST propõe para o continente inclui abraçar esse parceiro. Que soberania é essa?
A soberania real não se constrói trocando um tutor por outro. Constrói-se com capacidade produtiva própria, com ciência e tecnologia nacionais, com forças armadas respeitadas e bem equipadas, com instituições que funcionam e com uma sociedade civil livre — não capturada por movimentos que invadem propriedades, queimam colheitas e bloqueiam estradas como instrumento político. O MST, ironicamente, publica um texto sobre soberania enquanto representa exatamente o tipo de desorganização institucional que impede o Brasil de dar o salto que sua dotação de recursos naturais e humanos tornaria possível.
IV. A DIREITA QUE VENCE — E O QUE ELA REPRESENTA
Pochmann descreve eleições que se sucedem sem mudar a realidade. Mas ele escreve em junho de 2026 e parece não ter lido o mapa eleitoral do continente. A direita está vencendo. Está vencendo nas urnas, está vencendo nos índices de aprovação, está vencendo na rua. Na Argentina, Milei não apenas ganhou a eleição presidencial como viu seu espaço político crescer nas eleições de meio de mandato de 2025, transformando o movimento libertário em força parlamentar relevante. No Chile, onde Gabriel Boric chegou ao poder prometendo refundar o Estado, a nova Constituição de esquerda foi rejeitada duas vezes em referendo — fenômeno sem precedentes na história chilena. No Peru, o governo de esquerda de Pedro Castillo terminou em impeachment, prisão e escândalo. Na Colômbia, Gustavo Petro acumula crises, escândalos de corrupção e queda livre nas pesquisas. O Brasil é a exceção no continente — e é precisamente por ser exceção que sua situação é tão preocupante.
A vitória eleitoral da direita nestes países não é fruto de manipulação midiática ou de interesses do capital internacional, como a narrativa progressista insiste em afirmar. É resultado de algo muito mais simples e poderoso: a experiência concreta das pessoas. Quando a esquerda governa e a vida piora — quando a insegurança aumenta, a inflação corrói o salário, o sistema de saúde não funciona, as escolas não ensinam — as pessoas mudam de lado. Não porque foram enganadas. Porque aprenderam. A democracia funciona assim: o voto é o instrumento pelo qual o povo corrige os erros que os intelectuais insistem em não ver.
O que a onda conservadora representa, em seu núcleo, é um retorno a princípios que funcionam: liberdade econômica como motor de prosperidade, família como célula fundamental da sociedade, nação como comunidade de destino, lei como instrumento de igualdade — não de privilégio ideológico. São valores que a civilização ocidental cristã desenvolveu ao longo de séculos, testou, errou, aperfeiçoou e documentou. Não são invenções de laboratório político. São sínteses de experiência humana acumulada. Burke sabia disso. Tocqueville sabia. E os eleitores de Buenos Aires, Lima e Quito estão redescobrindo na prática o que os teóricos conservadores nunca esqueceram.
V. O BRASIL COMO NAÇÃO POSSÍVEL — O QUE 2027 PODE INAUGURAR
O Brasil de 2026 carrega um paradoxo doloroso. É o país mais rico em recursos naturais e biodiversidade do hemisfério ocidental. Tem o agronegócio mais competitivo e eficiente do planeta — resultado não de políticas estatais, mas da iniciativa privada, da pesquisa da Embrapa e da tenacidade do produtor rural que acorda antes do sol. Tem uma população jovem, empreendedora e conectada. Tem uma diáspora qualificada espalhada pelos melhores centros acadêmicos e empresariais do mundo. E no entanto, governa-se como um país que não acredita em si mesmo — com impostos punitivos, regulação sufocante, déficit fiscal estrutural e uma agenda política que trata o mercado como inimigo e o Estado como redentor.
As eleições de 2026 são, portanto, uma encruzilhada civilizacional. Não é exagero retórico. É avaliação técnica. Se o bloco conservador vencer — e os sinais de que isso pode acontecer são cada vez mais consistentes — o Brasil de 2027 terá diante de si a oportunidade de iniciar uma reforma estrutural que o País deixou passar nas últimas três décadas. Uma reforma tributária que realmente simplifique e reduza a carga sobre a produção. Uma agenda de desburocratização que libere os 47 dias que hoje são necessários para abrir uma empresa no Brasil — contra 1 dia nos Estados Unidos e 3 na Coreia do Sul. Um programa de concessões e privatizações que transforme os gargalos logísticos em ativos competitivos: ferrovias que escoem a produção do interior ao porto, rodovias mantidas por quem as usa, energia barata e limpa para a indústria que precisa voltar.
Uma reindustrialização genuína não virá de subsídio — virá de custo. Quando o custo de produzir no Brasil se tornar competitivo com o custo de importar, as fábricas voltarão. Quando a segurança jurídica for restaurada, o capital nacional e estrangeiro sairá da especulação financeira e entrará na economia real. Quando a educação for avaliada por resultado e não por ideologia, a produtividade do trabalhador brasileiro crescerá. Esses são os fundamentos do capitalismo produtivo cristão que a tradição conservadora defende — não a especulação sem regras, não a exploração sem ética, mas o trabalho honesto recompensado, o risco empreendedor respeitado, a propriedade garantida pela lei e a família protegida pelo Estado como primeira instituição da sociedade.
O Custo Brasil não é abstração acadêmica. É a diferença entre uma empresa que fica e uma que vai embora. É a diferença entre um emprego que existe e um que nunca será criado. É a diferença entre um jovem da periferia que tem para onde ir de manhã e um que é recrutado pelo tráfico porque o mercado formal nunca chegou até ele. Resolver o Custo Brasil é a maior política social que o Brasil pode implementar — e ela não custa um centavo de gasto público direto. Custa vontade política para enfrentar os interesses que se beneficiam da complexidade, da opacidade e da ineficiência do sistema atual.
VI. O MST COMO OBSTÁCULO — E NÃO COMO SOLUÇÃO
Há uma ironia que o texto de Pochmann não consegue esconder: é publicado no site de uma organização que, mais do que qualquer outra, representa a antítese do desenvolvimento que o Brasil precisa. O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra — MST — é frequentemente apresentado, no discurso acadêmico progressista, como expressão legítima da luta pela reforma agrária. A realidade é mais complexa e mais sombria. O MST é uma organização política de caráter revolucionário, financiada parcialmente por recursos públicos e por organismos internacionais vinculados à esquerda global, que usa a questão agrária como instrumento de confronto institucional — não de solução fundiária.
Os números falam: nos anos em que o MST teve maior influência política — os governos Lula e Dilma — o número de famílias assentadas na reforma agrária não aumentou proporcionalmente ao discurso. O que aumentou foi a invasão de terras produtivas, a destruição de colheitas e a insegurança jurídica sobre a propriedade rural — que inibe exatamente o investimento que o campo brasileiro precisa. O agronegócio brasileiro, que hoje responde por mais de um terço do PIB e por mais de 40% das exportações, não floresceu com o MST. Floresceu apesar dele, à força de tecnologia, eficiência e capacidade de sobreviver num ambiente hostil. Imagine o que esse setor produziria num ambiente institucional que respeitasse a propriedade, garantisse a segurança jurídica e tratasse o produtor como cidadão e não como réu.
A reforma agrária que o Brasil precisa — e que efetivamente reduz a pobreza rural — não é a da invasão e do conflito. É a da regularização fundiária, do crédito rural eficiente, da assistência técnica que transforma pequeno produtor em empreendedor, do acesso a mercados e tecnologia. É a que países como Nova Zelândia, Austrália e Irlanda fizeram — transformando sua agricultura em motor de prosperidade sem expropriação e sem violência. O modelo que o MST propõe, quando implementado em sua forma mais pura — como em Cuba, Venezuela ou Zimbábue —, produz escassez, dependência e miséria. Os fatos são teimosos.
VII. O DILEMA REAL — SOBERANIA OU SUBORDINAÇÃO IDEOLÓGICA
Pochmann encerra seu texto com uma pergunta retórica poderosa: a América Latina assumirá o controle de seu destino ou aceitará ser periferia conflagrada? É uma boa pergunta — feita com as respostas trocadas. A subordinação que mais ameaça o continente não é ao capitalismo ocidental — que pelo menos traz junto as instituições liberais, o Estado de Direito e o respeito às liberdades individuais que tornam o desenvolvimento sustentável possível. A subordinação que mais ameaça é ideológica: a captura das universidades, dos meios de comunicação, das igrejas progressistas, das ONGs e dos movimentos sociais por uma agenda que rejeita a civilização ocidental cristã e a substitui por um amálgama de pós-colonialismo, marxismo cultural e autoritarismo disfarçado de emancipação.
Essa subordinação ideológica é muito mais perigosa do que qualquer tratado de livre-comércio. Porque ela corrói por dentro. Ela forma as lideranças que depois tomam decisões. Ela define o vocabulário com que os problemas são formulados — e quem controla o vocabulário controla as soluções possíveis. Quando todo problema é “colonialismo” e toda solução que funciona é “neoliberalismo”, o debate fica impossibilitado e a realidade fica permanentemente distorcida. É exatamente isso que o artigo de Pochmann faz: usa uma linguagem aparentemente técnica para fechar as possibilidades de pensar diferente. É um texto que parece análise, mas é, na verdade, um decreto. E decretos não constroem nações.
A soberania real que a América Latina precisa é a soberania que começa dentro de cada pessoa — a soberania da consciência livre, do trabalhador que não depende do favor do Estado para viver com dignidade, da família que educa seus filhos sem que o governo decida o que é verdadeiro e o que é proibido pensar. Essa soberania não se decreta num texto acadêmico. Conquista-se com trabalho, com instituições honestas, com educação que forma cidadãos capazes de pensar por si mesmos — e com lideranças políticas que confiem no povo em vez de tutelá-lo.
VIII. 2027 — O BRASIL QUE PODE SER
Existe um Brasil que ainda não nasceu. Não porque seus recursos não existam. Não porque seu povo não seja capaz. Mas porque as estruturas de poder que dominaram o País nas últimas décadas têm interesse em que ele não nasça — porque esse Brasil que pode ser não precisa delas para existir. Esse Brasil que pode ser tem impostos justos e simples. Tem portos e ferrovias que funcionam. Tem uma polícia bem equipada e bem paga que sente o peso da lei ao seu lado, não contra si. Tem uma justiça que julga com igualdade e rapidez. Tem escolas que ensinam a ler, calcular e pensar — não a obedecer a uma narrativa. Tem um sistema previdenciário sustentável que protege o trabalhador sem roubar o jovem. Tem um campo que produz com tecnologia e sem conflito. Tem cidades onde se pode caminhar sem medo.
Esse Brasil não é utopia. É o resultado natural de políticas que funcionam, testadas e documentadas em dezenas de países que escolheram a liberdade econômica, o Estado de Direito e a civilização cristã como fundamentos. É o Chile dos anos 1990. É a Irlanda dos anos 2000. É a Coreia do Sul que saiu da pobreza extrema em uma geração por meio de trabalho, disciplina, educação e abertura ao mercado. É o que Milei está tentando fazer na Argentina sob o peso colossal de décadas de peronismo — e que os primeiros dados econômicos sugerem ser possível, contra todos os prognósticos da intelligentsia progressista.
O verdadeiro sequestro não foi praticado pelo neoliberalismo. Foi praticado por décadas de estatismo corrupto, de retórica revolucionária que nunca se converteu em prosperidade real, de movimentos que invadem terras em vez de cultivá-las e de intelectuais orgânicos que escrevem sobre soberania enquanto abrem as portas para Pequim e fecham os olhos para Caracas. O continente não foi roubado pelo mercado. Foi traído por quem prometia libertá-lo e construiu, em nome do povo, novos grilhões mais sofisticados e mais difíceis de ver.
Francisco Carneiro Júnior
Referência: POCHMANN, Marcio. “Um continente sequestrado do futuro: a América Latina entre o caos neoliberal e o declínio dos Estados Unidos”. MST.org.br, 13 jun. 2026. Disponível em: https://mst.org.br/2026/06/13/um-continente-sequestrado-do-futuro-a-america-latina-entre-o-caos-neoliberal-e-o-declinio-dos-estados-unidos/
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Verdade pormenorizada
Parabéns
Muito bom e bem escrito !! Parabéns